terça-feira, 2 de dezembro de 2008


E voei, voei. Eu e minha loucura e minha vontade de vomitar tanto até secar por dentro. Eu e o meu medo de me magoar de novo com todo mundo e precisar de novo odiar tanto e me proteger tanto que fico demasiadamente má e me sinto má e começo a fazer maldades comigo. Eu prefiro esse peito todo errado do que outro peito. Eu gritava. Eu prefiro mil vezes me assumir do que assumir o mundo mil vezes errado. Eu gritei. E então, tudo continuava ali, prestes a dar muito errado, a falir, a cair no chão e fazer meu próprio buraco. Tudo estava ali. Todo o meu potencial gigantesco pra fazer da minha vida um inferno imenso. E eu assumi meu peso, eu assumi meu medos, eu assumi toda a merda. E assim, voei ainda mais alto, como se flutuasse. Eu peguei pra mim tudo o que soltava por aí e, surpreendentemente, fiquei mais leve. Se dava pra ir de pesadelo pra sonho deitada, imagina o que eu não poderia fazer da minha vida a hora que ficasse em pé.

2 comentários:

A garota do copo d'gua disse...

você vai econtrar "o" cara, e ele vai te levantar. e vc vai ver como a felicidade pode ser bonita qndo vista de cima! :)

Georgia disse...

Ah, mas aí você iria descobrir o quanto é bom viver com as roupas rasgadas... as asas estão ali, meio atrofiadinhas, mas estão ali sim. E através dos olhos da alma você vai ver como é gigante e nem tinha se dado conta disso!
Adorei! Volto sempre!
bjk
P.S. Engraçado a forma como as pessoas se encontram... tens muito de mim. No fundo acho que somos todos espelhos. Espelhos das almas. Umas das outras. Uns mais, outros menos. Ih, melhor parar por aqui antes que comece a discutir o sexo dos anjos... rs